Como no mito de Sísifo,o último assunto é sempre o próximo a ser tratado pelos jornalistas. Conjunto de reportagens, entrevistas e textos afins.
7 de mai. de 2010
30 de abr. de 2010
Dante - Divine Comedy - Canto XXXIII - Prayer to the Virgin. The Threefold Circle of the Trinity. Mystery of the Divine and Human Nature.
| «Vergine Madre, figlia del tuo figlio, umile e alta più che creatura, termine fisso d’etterno consiglio, tu se’ colei che l’umana natura Nel ventre tuo si raccese l’amore, Qui se’ a noi meridïana face10 Donna, se’ tanto grande e tanto vali, La tua benignità non pur soccorre In te misericordia, in te pietate, Or questi, che da l’infima lacuna supplica a te, per grazia, di virtute E io, che mai per mio veder non arsi perché tu ogne nube li disleghi Ancor ti priego, regina, che puoi Vinca tua guardia i movimenti umani: Li occhi da Dio diletti e venerati,40 indi a l’etterno lume s’addrizzaro, E io ch’al fine di tutt’ i disii Bernardo m’accennava, e sorridea, ché la mia vista, venendo sincera, Da quinci innanzi il mio veder fu maggio Qual è colüi che sognando vede, cotal son io, ché quasi tutta cessa Così la neve al sol si disigilla; O somma luce che tanto ti levi e fa la lingua mia tanto possente,70 ché, per tornare alquanto a mia memoria Io credo, per l’acume ch’io soffersi E’ mi ricorda ch’io fui più ardito Oh abbondante grazia ond’ io presunsi Nel suo profondo vidi che s’interna, sustanze e accidenti e lor costume La forma universal di questo nodo Un punto solo m’è maggior letargo Così la mente mia, tutta sospesa, A quella luce cotal si diventa,100 però che ’l ben, ch’è del volere obietto, Omai sarà più corta mia favella, Non perché più ch’un semplice sembiante ma per la vista che s’avvalorava Ne la profonda e chiara sussistenza e l’un da l’altro come iri da iri Oh quanto è corto il dire e come fioco O luce etterna che sola in te sidi, Quella circulazion che sì concetta dentro da sé, del suo colore stesso,130 Qual è ’l geomètra che tutto s’affige tal era io a quella vista nova: ma non eran da ciò le proprie penne: A l’alta fantasia qui mancò possa; l’amor che move il sole e l’altre stelle.
| "Thou Virgin Mother, daughter of thy Son, Humble and high beyond all other creature, The limit fixed of the eternal counsel, Thou art the one who such nobility Within thy womb rekindled was the love, Here unto us thou art a noonday torch10 Lady, thou art so great, and so prevailing, Not only thy benignity gives succour In thee compassion is, in thee is pity, Now doth this man, who from the lowest depth Supplicate thee through grace for so much power And I, who never burned for my own seeing That thou wouldst scatter from him every cloud Still farther do I pray thee, Queen, who canst Let thy protection conquer human movements; The eyes beloved and revered of God,40 Then unto the Eternal Light they turned, And I, who to the end of all desires Bernard was beckoning unto me, and smiling, Because my sight, becoming purified, From that time forward what I saw was greater Even as he is who seeth in a dream, Even such am I, for almost utterly Even thus the snow is in the sun unsealed, O Light Supreme, that dost so far uplift thee And make my tongue of so great puissance,70 For by returning to my memory somewhat, I think the keenness of the living ray And I remember that I was more bold O grace abundant, by which I presumed I saw that in its depth far down is lying Substance, and accident, and their operations, The universal fashion of this knot One moment is more lethargy to me, My mind in this wise wholly in suspense, In presence of that light one such becomes,100 Because the good, which object is of will, Shorter henceforward will my language fall Not because more than one unmingled semblance But through the sight, that fortified itself Within the deep and luminous subsistence And by the second seemed the first reflected O how all speech is feeble and falls short O Light Eterne, sole in thyself that dwellest, That circulation, which being thus conceived Within itself, of its own very colour130 As the geometrician, who endeavours Even such was I at that new apparition; But my own wings were not enough for this, Here vigour failed the lofty fantasy: The Love which moves the sun and the other stars |
| Source content: http://italian.about.com/library/anthology/dante/blparadiso033.htm |
16 de abr. de 2010
Leo in Dublin ( Phoenix Park)
24 de mar. de 2010
Don't take yourself too seriously! Just listen, practice, practice, practice and accept correction when it is given. Have fun with it. And above all, stay humble and don't let pride stand in your way.
Keys to Learning A Foreign Language: Be Humble
To learn another language, imitate how children learn. Don't be afraid of making mistakes or looking silly. Do what kids do - use what you know and accept help and correction.Learning a new language can be a challenge at any age, but it can be especially hard for some adults. A key quality necessary to learning a new language is humility. Unfortunately, this runs counter to what our society values: Pride. When you think about it, we are constantly indoctrinated: school pride, pride of country, pride of race, pride of accomplishment. And the flip side to that is a fear of losing face, a fear of failing and being judged harshly. Fortunately for them, children learn language before that indoctrination takes too firm a hold on them.
Content Source: Bukisa - Keys to Learning A Foreign Language: Be Humble
1 de mar. de 2010
Um homem que sabia das limitações da vida por Celso Ming
Não dá para separar o empresário do homem de cultura, ambos notáveis.
O nome de José Mindlin figurou em todas as listas de lideranças empresariais dos anos 70, 80 e primeira metade dos anos 90.
Mas nunca foi um líder convencional, desses que às vezes aplaudem e outras, discursam contra o governo e sua política econômica para ficar bem conceituado nos corredores da sede da Fiesp e candidatar-se depois aos favores de Brasília com os quais não contava, definitivamente.
Era visto com desconfiança pelos dirigentes do governo militar “porque falava russo” e porque convivia com intelectuais, sempre tão suspeitos.
Com aquela fala pausada, quase discreta, e sorriso tímido, avisava que o empresário não pode contar com favores dos governantes. Se a política do governo coincidir com os objetivos de sua empresa, então é justo tirar proveito dela. Mas empresário que é empresário não pode depender dos créditos oficiais. Tem de avançar com seus próprios meios.
Mais do que isso, tem de investir em si mesmo, tem de preparar-se para ser o administrador de seu negócio e depois dotá-lo com a melhor tecnologia disponível no momento.
Lamentava, sim, as agruras do custo Brasil, a excessiva carga tributária, os juros altos demais, a burocracia paralisante, a Justiça tão lenta e tão displicente na busca de solução para os conflitos que cercam o setor produtivo.
Mas considerava essas deficiências apenas problemas adicionais com que lidar e juntar energia para avançar, apesar de tudo.
Enquanto pôde, manteve a empresa que dirigiu, a Metal Leve, na ponta do setor de autopeças. Abriu seu capital no início dos anos 70, modernizou-a, dotou-a de tecnologia avançada, transformou-a em ilha de excelência, anteviu que seu futuro pedia mais do que simplesmente atendimento ao mercado interno e, por isso, investiu no projeto de internacionalização.
Um dia entendeu que tinha chegado a seu limite e que o processo de globalização exigia mais do que simplesmente arrojo e redução de custos. Exigia escala de produção ainda maior, mais contratos e mais conexões no mundo dos negócios. E que a falta de tudo isso derrubava decisivamente a qualidade da administração.
Isto posto, não ficou lamentando pelos cantos, como tantos no seu tempo. A despeito da oposição inicial dos seus sócios, decidiu passar o controle de sua empresa. Os entendimentos afunilaram para um dos seus concorrentes internacionais, a alemã Mahle. E assim foi feito.
No século 4º antes de Cristo, os sete sábios da Grécia de então foram convocados ao santuário de Delfos para sintetizar, em frases curtas, o ideal do pensamento grego. E eles apontaram duas: “conheça-te a ti mesmo” e “nunca passa do teu limite”.
Mindlin já havia mostrado antes que sabia conter-se. Mas foi no episódio do desembarque da Metal Leve que essa qualidade ficou conhecida. “Meu filho, não é fácil parar. Mas quem não para quando tem de parar, destrói-se a si próprio” – disse, naqueles dias. Quem tem a sabedoria de parar quando é preciso, também tem a sabedoria anterior, a de conhecer-se a si próprio, porque sabe dos seus limites.
Quando repassou a direção da Metal Leve em 1996, deixou também seu ofício de administrador de empresas. E dedicou-se definitivamente à Cultura, à sua biblioteca e às leituras. E aí, novamente, teve de enfrentar as limitações da vida.
Pouco depois de ter completado seus 80 anos, contava quanto inevitável foi ter de fazer novas escolhas. “Não posso ler mais do que dois ou três livros por mês, no máximo 36 por ano. E quantos anos mais terei pela frente? Uns 10? Isso significa que só posso ler mais 360 livros, talvez 400…”
Na condição de consagrado bibliófilo, José Mindlin foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em 2006. Paradoxalmente, ele nos deixa agora quando o livro passa pela revolução tecnológica mais importante depois da invenção da imprensa por Gutenberg, no século 15.
Sabe-se lá até que ponto engenhocas eletrônicas, como o Kindle da Amazon, vêm para ficar. Em todo o caso parece inevitável que o livro virtual ou aquilo que virá depois dele está fadado a transformar o próprio livro. Exigirá o redesenho de bibliotecas e livrarias e, eventualmente, mudará o conceito do que hoje é ser bibliófilo.
(Texto publicado no caderno Vida& do Estadão desta segunda-feira, 1º/03)
Fonte: http://blogs.estadao.com.br/celso-ming/2010/03/01/um-homem-que-sabia-das-limitacoes-da-vida/
1 de fev. de 2010
Sobre o ofício do jornalismo
-- O que o levou a escolher o jornalismo?
-- O jornalismo tem encanto para quem o pratica com um mínimo de empenho: preserva a juventude. Sabe por quê? Porque um dia é igual ao outro e as personagens a serem relatadas são sempre as mesmas, embora mudem de nome. E os enredos se repetem à exaustão. A certa altura,vvocê acha que o tempo não passou e jamais passará, inclusive para você.
--Mas é ilusão -- interrompe Mercúcio. O avô ri:-- Esta, meu caro, é mera questão semântica.
-- Você não chegou a ficar velho?
-- Poderia ter morrido decrépito e seria a mesma coisa. Desde quando fugi de casa, aos quinze anos, porque mamãe, morto meu pai, se casara com um camarada insuportável, e me ofereci como contínuo do jornal da minha cidade, ficou claro que eu seria jovem para sempre...
--Queria falar daquilo que deu sentido à sua vida de jornalista, você lutou contra a ditadura, foi perseguido, perdeu o emprego...
-- Sim, algumas vezes achei que valia a pena ser jornalista, larguei o florete, com o qual desafiava os adversários da pena quando me considerava gravemente ultrajado -- na maioria dos casos, era um teatro, pode crer, atendia ao meu temperamento afogueado e, também, ao meu impulso para a diversão arriscada --, e passei a andar de pistola no bolso, um pequeno revólver com o gatilho retrátil. Recebia muitas ameaças e toda noite atravessava uma zona portuária ao voltar para casa, área escura, hirta de casarões, ensobrecem os becos que descem carregadando para o mar o vento vindo do próprio mar e rebatido pela crista dos nossos...Ah, veja como estas recordações me tornam falante, e estou com pressa, não posso perder o bonde...
Mercúcio queria perguntar a respeito do castelo, a visão da infância que há tempos nãos e repetia, e sem mais nem menos, o lustre inundou a sala com sua luz familiar. Lamentou ao esfregar os olhos ofuscados pela súbita claridade: -- Pajé, Pajé, foi rápido demais...
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1- Excerto do livro A sombra do Silêncio de Mino Carta - pág, 73
14 de jan. de 2010
O FUTURO por Marcelo Gama
É sol, é lua,
é estrela cadente.
É fruto, é flor,
é broto em forma de gente.
É luz, é sombra,
é puro reflexo,
inconsequente.
É perola da areia e é sempre,
o melhor e mais precioso
presente